Freud,
o pai da psicanálise, definia neurose como a
compulsão à repetição. Ou seja, ele dizia que o
neurótico tende a repetir os mesmos padrões de
pensamento, sentimentos e atitudes de experiências
traumáticas de seu passado, de sua infância. A
expressão já vi esse filme antes, ilustra bem a sua
definição de neurose.
Portanto, o neurótico repete sempre os mesmos
padrões de comportamento destrutivo, tais como:
perder os empregos pelo mesmo motivo -atritos com o
chefe-; destruir seus relacionamentos afetivos por
conta de seu ciúme doentio; afastar os amigos e os
entes queridos por causa de sua agressividade,
impulsividade e temperamento explosivo, etc.
Na TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) - A Terapia do
Mentor Espiritual - abordagem psicológica e
espiritual breve, criada por mim, através da
regressão de memória, ao se conscientizar da origem
de seu comportamento neurótico, o paciente se
liberta, solta as amarras (bloqueios) de seu passado
que o prendiam, impedindo-o de viver uma vida
saudável.
No entanto, essa terapia não se utiliza da teoria
freudiana, a qual defende que a nossa personalidade
se forma na infância e que a causa de um determinado
problema se origina nesse período de vida.
A TER defende a tese de que a compulsão à repetição
do neurótico, apregoada por Freud, vem de
experiências traumáticas, não só dessa vida
(infância, nascimento e útero materno) -num
percentual de 10% de acordo com a minha experiência
clínica-, mas principalmente de vidas passadas; em
90% dos casos.
Em outras palavras, trazemos de outras encarnações
tendências, traços de personalidade, isto é, maus
hábitos e imperfeições, como: autoritarismo,
maledicência, egocentrismo, arrogância, prepotência,
imediatismo, ciúme exacerbado, baixa auto-estima,
insegurança, etc. e também experiências traumáticas,
que ocasionam inúmeros problemas psíquicos,
psicossomáticos, orgânicos (cuja causa é
desconhecida pela medicina oficial) e de
relacionamento interpessoal.
Ao passar pela regressão de memória, o paciente irá
tirar lições do que percebeu em suas vidas passadas
acerca de características negativas da personalidade
que ainda traz para a encarnação atual, entendendo
que necessita mudá-las (realizar a reforma íntima),
bem como tem a grande oportunidade de se desligar de
suas experiências traumáticas causadoras de seus
sintomas dolorosos como fobias, depressão,
ansiedade, angústia, dores, síndrome do pânico,
problemas de relacionamento afetivo, familiar,
financeiro, etc.
Freud, sem dúvida alguma, com sua genialidade,
revolucionou o mundo ocidental, através de seus
estudos do inconsciente, para compreender melhor a
psique humana.
Entretanto, suas teorias se basearam numa visão
materialista, cartesiana, de ver o mundo, a vida, ou
seja, de que só a matéria é real, e que nada existe
além da matéria.
Sendo assim, a reencarnação, a vida após a morte, o
plano espiritual, a interferência espiritual
obsessora, não eram vistos (ainda hoje) como uma
realidade, mas desconsiderados, ou vistos como
anômalos, patológicos.
Portanto, para Freud, os distúrbios psíquicos eram
fruto de experiências traumáticas da infância.
No entanto, em minha prática clínica, ao conduzir
mais de 6000 sessões de regressão, constatei nos
relatos de meus pacientes, que a infância não é o
começo da vida e, sim, a continuação da encarnação
anterior, e que a família não é um agrupamento de
pessoas, mas é formada por espíritos em evolução,
unidos por afinidades cármicas para uma aprendizagem
mútua.
Para o leitor compreender melhor, didaticamente
divido o passado em três períodos de vida, numa
ordem cronológica decrescente:
1°) Período atual(encarnação atual):
- infância
- nascimento
- útero materno;
2°) Período de entre-vidas (mundo espiritual ou
astral):
a) Astral Superior (plano de luz)
b) Astral Inferior (plano das trevas, umbral);
3°) Período remoto (Vidas Passadas).
Cada um desses períodos está sujeito a traumas
emocionais. Para ilustrar melhor, veja o caso de uma
paciente, cujos problemas vieram do umbral (astral
inferior) de onde ela saiu antes de reencarnar na
vida presente.
Caso Clínico:
Medo de enfrentar a vida.
Mulher de 30 anos, solteira.
Desde criança, a paciente sentia peso e angústia no
peito, um profundo sentimento de solidão -mesmo
quando acompanhada-, depressão, sensação de abandono
e insegurança.
Tinha também medo de enfrentar a vida, ou seja,
diante de qualquer obstáculo em seu cotidiano,
fugia, pois não se sentia capaz de enfrentá-lo.
Vivia intranqüila por enxergar a vida como um campo
de batalha.
Daí sua dificuldade de acordar todas as manhãs, por
ter a sensação que o dia seria longo, que não
suportaria as adversidades do dia-a-dia. Sair da
cama era, portanto, um martírio para a paciente.
Desenvolveu também a Síndrome do Pânico, após a
morte de seu pai.
Havia passado por várias modalidades de terapia
(psicoterapia convencional, tratamento psiquiátrico,
hipnoterapia, terapia breve, etc.), sem obter a cura
de seus males.
- Ao regredir, a paciente relatou:
Estou sozinha num local meio escuro... É um lugar
silencioso, não escuto absolutamente nada.
Eu me vejo toda suja, desarrumada, sou jovem, tenho
menos de 20 anos, morena clara, cabelos escuros.
Visto também um casaco velho e sujo, manga longa e
embaixo uso uma saia comprida.
O lugar é feio, parece fim de tarde, não tem sol, o
ambiente é acinzentado, meio esfumaçado (a paciente
estava descrevendo o umbral, região enevoada de cor
acinzentada ou escura).
Estou parada, quieta, não procuro nada e não tenho
nenhuma sensação.
- Volte e recorde o que aconteceu para você parar
nesse lugar - peço à paciente.
Estou sozinha... Agora estou sentindo uma tristeza
profunda como se estivesse isolada (paciente relata
chorando). Na frente tem um poço pequeno, redondo,
com água. Olho para dentro do poço e vejo minha
imagem refletida na água. É uma vida passada!.
- Avance mais para frente nessa cena. - peço à
paciente.
Eu caí nesse poço... Na verdade, eu pulei dentro
dele. Não faço nenhum esforço para sair, fico lá. Eu
me suicidei, não queria mais viver. Acho que morri
nesse poço.
- Veja como ocorreu a sua morte - peço à paciente.
Eu acabei me afogando, parei de respirar, não lutei
pela minha vida.
- Veja o que acontece com você, após sua morte
física - peço à paciente.
Fui parar naquele lugar escuro do início dessa
sessão, a região do umbral. Há buracos enormes por
todos os lados, me sinto insegura, não dá para
enxergar direito o ambiente.
- Vá prosseguindo nesse lugar - peço à paciente.
O cenário é sempre o mesmo, ando pelas margens dos
buracos. Pelo tamanho dos buracos, sobra pouco
espaço para andar. Embora não tenha medo, sinto
muita solidão. Este sentimento é similar ao que
sinto na vida presente, pois mesmo acompanhada, me
sinto só.
- Avance bem mais para frente nessa cena - peço à
paciente.
"Agora sinto medo, pois esse lugar é pior do que
aquele onde estava. Há coisas estranhas se mexendo,
me sinto ameaçada. Parece que querem me agarrar, me
puxar; ouço barulho como se várias pessoas tivessem
uivando, gritando. O ambiente é horrível, é o mesmo
lugar do início da sessão, só que há pessoas, ou
bichos; não os vejo, mas os sinto. Estou com muito
medo"...
- Vá prosseguindo nesse lugar - peço à paciente.
"Estou andando... Subi para um lugar mais alto, é
uma região de pedras. Fico em pé, mas agora estou
presa, não consigo voltar e nem andar para frente.
Peço ajuda a Deus; onde estou é bem pequeno,
restrito e está começando a desmoronar. Eu me agarro
a uma árvore e agora o chão desmoronou por completo.
Subo pelo tronco... Vou tentar subir (pausa).
Cheguei ao topo e sento no galho da árvore. A copa
dela é muito alta. Eu me sinto cansada.
Peço ajuda a Deus o tempo todo, mas não acontece
nada. Rezo, peço perdão. (pausa). Olhando para baixo
é tudo feio, cinza, cheio de buracos. Nada acontece
e ninguém vem me ajudar, estou com medo de cair
(paciente fala chorando)".
(Pausa).
- Vou contar de 4 a 1 para ver se vem mais alguma
coisa nessa sessão - peço a paciente.
"Está vindo uma pessoa, não vejo o seu rosto... Ela
usa uma roupa leve, num tom meio roxo, lilás. Está
flutuando, estende a mão para eu pegar e me tira
desse lugar.
É muito bom, dá uma sensação de liberdade. Estava me
sentindo muita insegura. Esse ser espiritual é um
homem".
- Veja para onde ele te leva - peço à paciente.
"Ele me leva à casa de meu avô, onde nasci. (Hoje é
um sítio), e me deixa lá. Apesar de ser a casa de
meu avô, me sinto insegura.
(Pausa).
Vejo os meus avós nessa casa, os meus pais... Mas
não me sinto feliz, me sinto infeliz. Parece que
eles não gostaram muito de minha vinda, não estavam
muito animados com o meu nascimento...
Eu me sinto insegura nessa família, mas esse
sentimento trago ainda da região do umbral de onde
vim, pois me sentia muito sozinha.
A solidão que sinto na vida atual vem dessa vida
passada, onde me atirei no poço. A imagem em que me
vi refletida na água do poço era de uma pessoa
solitária, deprimida e infeliz.
A impressão que tenho é que fui abandonada pela
minha família nessa vida passada.
A sensação de abandono, insegurança, depressão que
sinto hoje vem também dessa existência passada.
Acabei ficando sozinha, por isso que me atirei
naquele poço. No umbral esses sentimentos se
acentuaram".
- Na sessão seguinte, ao regredir, a paciente
relatou:
"Voltei ao umbral, mas sinto que não tenho mais
nenhuma ligação com essa região; estou apenas
atravessando-a, passando por ela".
- Como você se sente? - Pergunto à paciente.
"Eu me sinto bem. Na sessão passada, me sentia
perdida, sozinha, sem rumo, sem perspectivas e com
medo quando estava nessa região, exatamente como me
sinto na vida presente. Mas agora estou tranqüila,
não tenho medo. Sinto que voltei nessa região para
me desligar definitivamente de onde vim, antes de
reencarnar na vida presente.
Agora estou fazendo o mesmo percurso da sessão
passada: subo para aquele lugar mais alto, eu mesma
saio desse lugar para um lugar onde tem luz...
Aquela região escura ficou para trás. Subo
tranquilamente e o cenário agora é de luz, sol,
árvores, um ambiente bem tranqüilo. Estou na casa de
meu avô onde nasci e passei minha infância.
Olho para trás e não enxergo mais a região do
umbral. Eu me sinto apenas observando a casa de meu
avô (pausa).
Vejo aquele homem que me tirou do umbral. Não
enxergo o seu rosto, mas parece idoso, usa um roupão
comprido, meio lilás. Usa também um chapéu de mago
da mesma cor do roupão.
Ele está em frente à casa de meu avô, a gente se
cumprimenta como se já nos conhecêssemos de longa
data".
- Pede para esse ser espiritual se identificar -
peço à paciente.
"Ele diz que é o meu mentor espiritual e também o
meu bisavô materno. Eu não o conheci quando em
vida".
- Pergunte ao seu mentor por que você sempre se
sentiu angustiada, ansiosa e teve uma vida
intranqüila - peço à paciente.
"Ela fala que é por conta do peso de meu passado,
dos erros que cometi".
- Que erros? - Peço à paciente que pergunte ao seu
mentor espiritual.
"Ele diz que já resgatei esses erros, e que não vai
ser necessário revelá-los (os mentores espirituais
costumam revelar o passado dos pacientes somente se
isso for benéfico, útil a eles).
Diz também que está contente por mim. Sinto como se
tivesse eliminado uma carga de problemas.
- Pergunte ao seu mentor por que você desenvolveu o
transtorno de pânico? - Peço à paciente.
"Esclarece que com a morte de meu pai, isso
desencadeou o medo de morrer que vinha de um passado
bem mais remoto"
(Pausa).
- Estou perguntando ao meu mentor espiritual se vou
continuar com a síndrome do pânico...
"Fala que não, que já estou curada dessa doença. Ele
agradece a Deus por ter conseguido me ajudar, pois
esperou muito tempo para que isso acontecesse.
Revela que daqui para frente a minha vida vai ser
diferente, de paz, tranqüilidade e liberdade.
Mas a maior mudança vai ser no sentido de me sentir
livre de meu passado, do que me prendia. Ele
comemora, fala com entusiasmo por ter me libertado
da prisão de meu passado, do umbral, onde estava
presa. Diz que isso foi uma vitória, que um ciclo de
minha vida se fechou, que com esse tratamento
termina o que ele tinha que fazer. Explica que não
tinha me libertado ainda porque não conseguia se
comunicar comigo. Mas, com essa terapia, a TRE, ele
conseguiu se comunicar comigo e me ajudar.
Afirma que depois que me tirou do umbral e me trouxe
à casa de meu avô onde reencarnei, não teve mais
como fazer esse contato comigo. Ele comemora porque
terminou o que tinha começado.
Nunca iria imaginar que o meu bisavô fosse o meu
mentor espiritual"!
- Pergunte ao seu mentor espiritual se tem mais algo
a dizer de nosso tratamento - peço à paciente.
"Diz que não, que o mais importante foi o reencontro
entre nós, e que a gente vai continuar se
comunicando.
Reafirma que essa terapia estreitou a nossa ligação,
e que só assim conseguiu me ajudar a desligar-me de
meu passado".
Ao encerrarmos o tratamento, a paciente me relatou
que estava se sentindo muito bem, não estava mais
acordando com aquela sensação antiga de peso,
angústia no peito e medo de enfrentar a vida.
Agora estava enfrentando os obstáculos da
existência, sem se sentir ansiosa e incapaz. Sua
alma foi curada.
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