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Desta forma, as que vivem
sozinhas justificam que só aparecem em suas
vidas homens problemáticos, complicados,
casados, ou que não querem se envolver e não
estão disponíveis. Em vista disso, é comum
muitos seres humanos levarem uma vida cheia
de limitações, frustrações e angústias,
cultivando o sentimento de não ser amado
e/ou nunca poder vir a sê-lo; todavia, mais
comum ainda é a pessoa pular de um
relacionamento amoroso mal-sucedido para
outro, ou mesmo estar em constante crise
pela incapacidade de resolver seus problemas
afetivos.
Sendo assim, as queixas e indagações mais
freqüentes que ouço em meu consultório são:
"Por que os meus relacionamentos amorosos
não dão certo?"
Por que nunca amei e nem fui amada?"
Por que os meus relacionamentos amorosos são
tão complicados, conturbados?"
Por que só atraio homens que são agressivos,
violentos, possessivos, ciumentos,
mesquinhos de afeto, que me desvalorizam?"
Por que não consigo gostar de alguém, me
vincular afetivamente?"
Por que não consigo me desvincular desse
homem, embora saiba que esse relacionamento
não vai me levar a lugar algum?"
Freud, o pai da psicanálise, definiu
felicidade como "sexualidade e sociabilidade
naturais, espontânea satisfação pelo
trabalho e capacidade de amar".
O insucesso amoroso, em muitos casos, é
decorrente da incapacidade de amar, ou seja,
do medo da intimidade (medo de se envolver e
acabar sofrendo uma nova desilusão amorosa).
Por conta desse temor, inconscientemente
homens e mulheres "selecionam" pares não
disponíveis, ou mesmo com medo também de se
envolverem.
No entanto, na maioria dos casos, o encontro
entre um homem e uma mulher não é fortuito,
acidental, como muitos crêem, mas fruto de
um resgate, de uma pendência cármica. É o
que constato em meu trabalho com a TRE
(Terapia Regressiva Evolutiva) - A Terapia
do Mentor Espiritual, abordagem psicológica
e espiritual breve, criada por mim.
Ao conduzir mais de 7000 sessões de
regressão, onde milhares de homens e
mulheres passaram por essa terapia para
resolverem os seus problemas afetivos,
apenas em alguns casos não consegui
estabelecer um elo de vidas passadas. Sendo
assim, não tenho dúvidas em afirmar que
muitos casais nesta vida atual já estiveram
juntos também em existências passadas. É,
portanto, um resgate cármico.
Observo também na minha prática clínica, que
todo relacionamento cármico costuma ser
recheado de conflitos, é truncado, difícil,
doloroso, não "ata" e nem "desata", com idas
e vindas, ou seja, de encontros e
desencontros. E, por mais que o casal tente
sair desse relacionamento, não consegue, por
conta do vínculo de amor e ódio que se
criou.
Ressalto aqui, que os seres humanos
-encarnados e desencarnados- se unem não só
pelo amor, mas também pelo ódio. Estão,
portanto, ligados por laços psíquicos,
energéticos advindos de vidas passadas.
Nesses relacionamentos conturbados,
freqüentemente a TRE, através do mentor
espiritual do paciente (ser desencarnado
diretamente responsável pela nossa evolução
espiritual), revela a causa desse conflito,
para que o casal possa se libertar das
amarras (bloqueios) de seu passado.
Veja a seguir, o caso de uma paciente que me
procurou porque tinha muito medo da
intimidade, ou seja, de se entregar
afetivamente no seu relacionamento com o
namorado.
Caso Clínico:
Medo da Intimidade
Mulher de 28 anos, solteira.
Paciente veio ao meu consultório querendo
entender o porquê de sua insegurança, medo
de ser abandonada pelo namorado caso viesse
a contrariá-lo ou desagradá-lo. Por conta
desse temor, não conseguia verbalizar,
expressar clara e diretamente sua
insatisfação ou contrariedade diante de
determinadas atitudes por parte do namorado.
Desta forma, se fechava num mutismo ou
explodia chorando, mas sem expressar
verbalmente o que a incomodava.
Embora sentisse afeto, amor pelo namorado,
tinha também muita dificuldade de se
entregar nesse relacionamento, de manifestar
o amor que sentia por ele, pois achava que
se fizesse isso se sentiria vulnerável,
fragilizada, e correria o risco dele se
aproveitar de sua "fraqueza" e vir a
abandoná-la.
Desde criança sempre foi muito fechada,
introspectiva, sentia uma tristeza,
melancolia profunda, um vazio e falta de
motivação pela vida, sem encontrar um motivo
real que justificasse esses sentimentos. Em
reuniões sociais, preferia se isolar -ficava
observando e ouvindo às pessoas-, e pouco
falava. Reservada, não se abria nem com os
seus familiares.
Ao regredir me relatou:
"Vejo três crianças -uma menina e dois
meninos- me levando para o portão (é um
artifício técnico que utilizo na regressão
de memória para que o paciente o atravesse
como um portal que separa o passado do
presente, o mundo espiritual do mundo
físico. Em verdade, esse portão simboliza a
barreira da memória, o" véu do esquecimento
do passado" de Allan Kardec). Eu reconheço a
menina, é a mesma que aparece em meus sonhos
desde os meus 15 anos de idade (pausa).
Elas estão agora me ajudando a atravessar o
portão. Essas crianças são entidades
espirituais desencarnadas, estão vestidas
com um roupão branco até os pés. Sinto
também a presença de meu mentor espiritual,
embora não o veja, sei que ele está próximo
desse portão (muitos pacientes costumam
visualizar o seu mentor espiritual, enquanto
outros não o vêem, mas intuitivamente sentem
a sua presença).
Atravessei o portão e agora estou vendo uma
névoa. O lugar me parece ser Londres. Vejo
homens e mulheres andando numa rua de
paralelepípedos. Eu sou mulher, estou
andando por essa rua. Uso um vestido preto,
pesado, comprido e armado, típico daquela
época antiga (paciente não soube precisar em
que época).
Eu me sinto perdida, confusa, fui abandonada
pelo meu marido. Sinto que ele é o meu
namorado da vida atual (paciente começa a
chorar).
Eu não entendo por que ocorreu esse
abandono"...
- Volte para antes dessa cena, retroceda
para ver o que aconteceu para você ser
abandonada - peço à paciente.
"Sinto agora que o meu mentor espiritual me
puxou dessa cena -da rua onde estava nessa
vida passada- para ficar como uma
telespectadora. Ele me pede para apenas
observar as cenas de meu passado; faz
questão de me lembrar que essas cenas não
existem mais e que esses sentimentos de dor
e falta de vontade de viver que senti nessa
vida passada não me pertencem mais.
Vejo agora que eu e o meu marido vivíamos
uma vida de muita privação, de muita
pobreza, embora não tivéssemos filhos.
Nós nos amávamos, mas ele foi em busca de um
ganho fácil e me abandonou sem me explicar
nada, simplesmente saiu de casa para viver
com uma mulher mais velha do que eu. Era uma
mulher de posses, e eu acabei ficando
sozinha (paciente chora copiosamente)".
- Avance mais para frente nessa cena,
prossiga - peço à paciente.
"Eu saio caminhando pelas ruas e nunca mais
volto para onde a gente morava. Ando sem
rumo, sem perspectiva, caio no
auto-abandono, eu definho".
- Como você se sente? - Pergunto-lhe.
"Ele não podia ter feito aquilo! Ando pelas
ruas perambulando". (Pausa).
- Avance mais para frente nessa cena, anos
depois - peço-lhe novamente.
"Perdi a alegria, a vontade de viver, porque
não aceitei essa separação. Eu nunca mais o
vi... O meu mentor espiritual está me
dizendo que nessa vida passada eu devia me
desapegar e aprender a amá-lo da forma real,
sem cobranças.
Deixei de aproveitar e aprender lições
importantes. Fala que foi uma vida em que
pouco aprendi porque senti muita mágoa e uma
rejeição profunda. Diz ainda que eu tinha
que aprender a renunciar aos sentimentos de
posse, de apego e deixar o ser amado seguir
outros rumos. Mas eu quis que ele ficasse do
meu lado. Agora ele volta a mostrar a cena
daquela vida passada. Estou caminhando na
rua, sem destino, sem objetivo. Eu me vejo
suja, com roupas esfarrapadas, sofrida
depois desse abandono, sem a menor
preocupação de me desvincular do amor não
correspondido.
O meu mentor está me dizendo também que eu
poderia ter feito muitas coisas diferentes.
Poderia exercitar o verdadeiro amor pelo
próximo trabalhando em comunidades com
pessoas que como eu estava passando pelos
mesmos problemas. Esclarece que se tivesse
feito isso, ao invés de me enclausurar na
amargura, haveria um reencontro entre eu e o
meu marido dessa vida passada para ajustes e
aí nós estaríamos vivendo o amor que
sentíamos de forma diferente, sem a carga
ilusória que nos alimentava. Sendo assim,
viveríamos situações que nos levariam ao
amadurecimento".
- Vá para o momento de sua morte nessa vida
passada - peço à paciente.
"No meu desencarne, levei sentimentos de
tristeza e melancolia muito profundos.
São os mesmos sentimentos que trago em meu
perispírito (corpo espiritual) na vida
atual. Fica claro o por quê desde criança
sinto um vazio, tristeza e melancolia tão
profundos. Após o abandono nessa existência
passada, não me vejo relacionando com
ninguém. Eu me fechei, não conversava com as
pessoas, me tornei uma indigente, morava na
rua. A impressão que me vem é que surtei,
fiquei totalmente alienada de mim e da
realidade que me cercava. Vivia alheia a
tudo, sobrevivia comendo restos de comida
nos lixos. A vida não tinha mais
importância. Ainda trago na vida atual esse
fechamento, isolamento e melancolia.
Também trouxe o medo da perda, de ser
abandonada. Com o abandono naquela
existência, me isolei, enclausurei, sem
compartilhar com ninguém a minha dor.
Explica também o porquê de hoje ter receio
de expressar o meu amor pelo meu namorado.
Na vida atual, ainda acredito que se
expressar verbalmente o meu verdadeiro
sentimento por ele, vou ficar vulnerável,
fragilizada, porque na vida passada eu me
entreguei totalmente e ele me abandonou. O
meu mentor está me dizendo que aquela
vivência passada era o máximo que o meu
namorado da vida atual poderia ter feito. Ou
seja, dentro de sua consciência e evolução
espiritual da época, pelo sofrimento da
falta de dinheiro, ele optou em ficar com
uma mulher de posse. No entanto, após o meu
desencarne, ele ficou sabendo que me tornei
uma indigente. Isso o fez se sentir muito
culpado e, após falecer também, levou
consigo o peso da culpa. Ele carrega ainda
na vida atual esse sentimento, embora não
tenha consciência disso (a barreira da
memória não o deixa lembrar).
O meu mentor esclarece ainda, que tanto eu
quanto o meu namorado somos o reflexo das
nossas vivências, dos estudos e
esclarecimentos que tivemos no astral (mundo
espiritual) e em outras vidas passadas. Mas
o medo dele errar novamente comigo ainda é
muito grande, embora o laço que nos une seja
de amor.
Diz ainda que há muitos desafios a serem
vencidos entre nós. Todavia, fala que uma
vivência harmoniosa nos espera, pois há um
compromisso que aceitamos antes de
reencarnamos na vida atual, de trazermos
seres de luz (filhos) de nossa união. Porém,
o livre-arbítrio existe em nossas atitudes e
será determinante para que isso aconteça.
Ele reafirma que cada qual é responsável por
aquilo que decidir fazer. E que nós não
pertencemos uns aos outros, mas que
compartilhamos a existência lado a lado.
O meu mentor espiritual esclarece:
"Todas as pessoas com as quais já
convivemos, estamos convivendo e iremos
conviver, são na verdade companheiros de uma
mesma viagem, de uma mesma jornada. A
verdade nos ensina que ninguém se realiza e
nem caminha para a realização sem os outros.
Mas, para que isso aconteça, ninguém pode
exigir que os outros (pais, filhos, marido,
mulher, amigos, etc.) lhe carreguem a
existência, isto é, caminhem por você nas
estradas da vida. Os outros serão nossos
cooperadores, associados e companheiros,
enquanto isso se fizer necessário, ocorrendo
o mesmo conosco em relação a eles.
Em vista disso, ama as pessoas sem
prendê-las.
É possível um dia em que tanto você quanto
essas pessoas não consigam mais permanecer
inteiramente juntas em face de novas tarefas
que a vida lhes reserva.
Enquanto a viagem durar, todos irão adquirir
experiências e se aprimorarem mutuamente.
Aceite-os como se mostram sem querer
modificá-los.
Lembre-se: As pessoas não nos pertencem.
Deixe-as viver e siga adiante na construção
da vida melhor em si mesma. Quando uma
relação acaba -qualquer relação-, você deve
agradecer à vida a oportunidade de ter tido
esse relacionamento.
As pessoas vêm, vão e levam um pedacinho de
você. Se ficar apegada pelo fato de seu
relacionamento amoroso não ter dado certo,
irá impedir o seu crescimento, a sua
evolução. Enquanto durou, ambos aprenderam.
As pessoas são passageiras em nossas vidas.
Entretanto, se você viver em função do
passado, se olhar para trás (continuar), vai
"virar uma estátua". O apego de se olhar
para trás é que atrapalha a sua vida, a
paralisa, impede-a de viver. Permita ser
feliz, se deixe ser feliz, não se apegue
àquela vida passada.
Abra seus olhos, deixe sair essa criança
maravilhosa de dentro de si.
Tire todo o peso das costas, seja mais
relaxada, menos tensa. Tenha um rosto mais
alegre, sorridente. Em verdade, felicidade é
tudo o que está em sua volta.
Se você passar a gostar verdadeiramente de
si mesma, tiver auto-estima, tudo vai
melhorar em sua vida. Viva o hoje.
Faça a sua parte que o universo faz o resto.
Visto por esse ângulo, é possível haver o
aprendizado pleno: o amadurecimento de seu
namorado e as curas do que ocorreu no seu
passado. Mas isso será fruto do merecimento
de cada um".
O meu mentor ressalta que a própria vida se
encarregará de providenciar os encontros
necessários, pois os frutos dos medos e da
insegurança de minha parte, ainda bloqueiam
esse caminho.
Mas diz que basta eu estar atenta para não
deixar que esses sentimentos me influenciem,
e, com o coração cheio de serenidade e amor,
tudo se resolverá a contento brevemente.
Estou sentindo aqui no consultório a
presença do meu mentor e daquela menina que
junto com aqueles dois meninos me ajudaram a
atravessar aquele portão no início da
regressão. Essa menina aparece em meus
sonhos na vida atual há muitos anos.
Ele fala que essa menina pode ser a minha
filha na encarnação atual".
Após passar por mais duas sessões de
regressão, a paciente estava se sentindo
mais solta, mais expansiva com as pessoas.
Não sentia mais aquele vazio, tristeza sem
fim e melancolia profunda.
Estava mais motivada pela vida, pois não
sentia mais o medo de ser abandonada pelo
namorado. Ao invés de entrar num mutismo ou
explodir em prantos quando ele a
desagradava, agora estava conseguindo
dialogar, verbalizar sua insatisfação, bem
como demonstrar afeto pelo namorado. |