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Além desses sintomas, a
depressão afeta também outras áreas do
organismo, provocando insônia ou excesso de
sono, apetite alimentar -e sexual-,
diminuído ou aumentado, baixa auto-estima
(sentimento de incapacidade ou
desvalorização), lentidão de raciocínio,
pouca memória, reduzida atenção
(incapacidade de se concentrar), sentimento
de culpa, crises de choro, lamentação ou
mesmo agitação (pode indicar um suicida em
potencial).
Os familiares, amigos, cônjuges e colegas de
trabalho são os primeiros a perceber esses
sintomas ou mudanças e sentir a necessidade
de ajuda profissional para a pessoa que é
acometida por essa enfermidade da alma.
É importante ressaltar também, que a
depressão nem sempre é causada por
acontecimentos ruins, como a perda do
emprego, o fim de um relacionamento amoroso,
ou a morte de um ente querido.
Quando a doença se manifesta após algum
acontecimento doloroso, traumático, é
chamada de reativa e quando aparece sem um
motivo aparente, leva o nome de endógena.
Neste caso, a ciência médica materialista,
por ver o ser humano apenas como um ser
biológico, um fenômeno físico-químico (a
depressão é vista como um desequilíbrio
bioquímico do cérebro, dos
neurotransmissores, que são substâncias
químicas do cérebro e que regulam o nosso
humor, nosso estado emocional), não leva em
consideração o lado espiritual, a existência
da alma, do espírito.
Neste ponto, posso afirmar com segurança que
a causa espiritual da depressão não é
extirpada só com o uso de medicamento. Ela
pode ser abrandada, pois os aspectos de
ordem emocional e espiritual necessitam de
tratamento, o que não quer dizer que não se
deva em alguns casos mais crônicos
utilizar-se de medicamentos.
Na minha experiência clínica, ao tratar em
meu consultório inúmeros casos de depressão
com a TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) - A
Terapia do Mentor Espiritual (ser
desencarnado diretamente responsável pela
nossa evolução espiritual)- Abordagem
psicológica e espiritual breve, criada por
mim, constatei que existem três fatores que
levam uma pessoa a desenvolver um quadro
depressivo:
a) Interno: Causa psicológica, derivada de
experiências traumáticas desta vida
(infância, nascimento, útero materno) ou de
um passado mais remoto, isto é, de vidas
passadas;
b) Externo: Interferência espiritual
obsessora, ou seja, espíritos obsessores
desencarnados que prejudicam o paciente -em
sua maioria- em todas as áreas de sua vida
(mental, emocional, espiritual, físico,
sexual, financeira, profissional, afetivo,
familiar, etc.);
c) Misto (Interno + Externo) : Provocado
pelo próprio paciente e agravado pelo
espírito obsessor, desafeto de seu passado.
Por outro lado, nem sempre a depressão se
manifesta na forma desses sintomas acima
mencionados. Há pessoas -principalmente os
homens-, que reprimem fortemente a tristeza,
mascarando-a após perder um ente querido,
aparentando certa indiferença, frieza ou
mesmo agressividade. É o que chamamos de
depressão mascarada.
Na nossa cultura é comum muitos homens não
admitirem que estejam deprimidos. Ao invés
disso, afirmam que estão cansados,
aborrecidos ou ficam agressivos. Para eles,
expressar abertamente que estão tristes é
sinônimo de fraqueza, de fragilidade.
Desta forma, há ainda um preconceito do sexo
masculino em demonstrar tristeza, chorar,
principalmente em público.
A depressão pode ainda ser mascarada sob a
forma de excessos alcoólicos, drogas,
comida, sexo, jogo, vício em trabalho (workaholics).
Há pessoas que, após uma separação, não se
permitem entrar em contato com a perda e a
tristeza.
É natural, com a separação, sentirmos
tristeza. No entanto, essas pessoas reprimem
fortemente a tristeza, trabalhando
incessantemente, tornando-se um viciado em
trabalho. O trabalho passa a ser uma válvula
de escape, uma fuga, uma forma de não entrar
em contato com a perda.
Mas quando param de trabalhar, entram numa
profunda depressão.
A depressão pode também estar mascarada em
forma de sintomas psicossomáticos, tais como
dores de cabeça constantes, fadiga, dores
lombares, náuseas, vômito, úlcera, colite e
alergias diversas. Muitos suicídios ou
tentativas de suicídio inesperados e
aparentemente inexplicáveis também são
provocados por depressões mascaradas.
Caso Clínico:
Em busca da felicidade.
Mulher de 35 anos, casada, dois filhos.
A Paciente veio ao meu consultório se
queixando que não tinha vontade ou
entusiasmo pela vida. Vivia como se
estivesse ligada no piloto automático (termo
usado pela paciente), pois fazia tudo de
forma mecânica, sem emoção.
Na entrevista de avaliação, assim relatou:
Faço tudo no automático: cursei uma
faculdade, tive filhos, tudo sem sentir
nada, nenhuma emoção. Não tenho problemas
financeiros, mas até que gostaria de ter,
pois assim teria a quem ou o que culpar. Na
verdade, não há nenhum motivo que justifique
a minha falta de vontade de viver.
Sou casada, meu marido é um bom homem, tenho
dois filhos lindos, uma casa muito boa;
certa ocasião, o meu marido me perguntou:
Vamos viajar para a França? Vamos tirar
férias, o que você acha?
- Acho legal, respondi, sem empolgação.
Aprontei as malas de todos, fizemos a
viagem, mas para mim foi como se tivéssemos
feito uma viagem à praia no litoral de São
Paulo. É horrível, nada me motiva, nada me
empolga!
A minha família, (bem como a de meu marido),
fala que não tenho gratidão pela vida que
levo. No entanto, o que me vem é só vontade
de morrer, nem coragem tenho para tirar a
minha vida. Mudei o corte de meu cabelo, fiz
plásticas, troquei de carro várias vezes,
comecei vários cursos - embora não tenha
concluído nenhum -, buscando algo que me dê
prazer, mas não encontro.
Não tenho paciência com os meus filhos,
estou sempre de mau humor, nem sei como o
meu marido me agüenta. Não é que nada está
bom para mim, que estou insatisfeita com a
minha vida; é pior, nada me importa, me
interessa.
Por isso, como já lhe disse, faço tudo no
automático; faço as coisas porque tenho que
fazer".
Você fez algum tipo de tratamento antes de
me procurar? - Perguntei à paciente.
"Procurei, é claro. Fui a um psiquiatra, que
me receitou alguns remédios, mas me senti
pior, pois a minha tristeza e melancolia
tomaram conta de mim, não conseguia sair da
cama. Posteriormente, resolvi procurar um
neurologista, mas também não deu em nada.
Fui a um psicólogo, onde só eu falava e ele
só escutava, não falava nada. Passei por
várias terapias alternativas, mas sem nenhum
resultado. Cansei, acabei não procurando
mais nada. Até que um dia, uma amiga me
mandou um artigo do senhor; depois de lê-lo,
senti confiança em seu trabalho, algo me
dizia para procurar o seu consultório".
No final da entrevista, ao lhe indagar se
tinha algum sonho recorrente (costuma ser
uma reminiscência de uma vida passada), a
paciente me disse que o seu sono era muito
intranqüilo, pois era comum ter pesadelos
constantes (de estar num lugar escuro e
ouvir gritos). Acordava assustada.
Na 1ª sessão de regressão, por estar muito
ansiosa e tensa, não relaxou o suficiente e
com isso não conseguiu trazer nada de seu
passado.
Na sessão seguinte, ao regredir, viu os pais
e os dois irmãos numa vida passada, com
muito medo, acuados, sem entender bem o que
estava acontecendo.
Assim ela me descreveu:
"Dr. Osvaldo, vejo soldados gritando e
mandando a gente ficar em fila e em
silêncio, pois não podíamos conversar um com
o outro. Estamos cansados, com fome, e
sempre que alguém senta extenuado ou
tropeça, ouvimos estampidos de tiros.
(pausa). Vejo uma criança chorando, sentada
no chão... Meu Deus! Um soldado deu um tiro
na cabeça dela!" (paciente relata chorando
copiosamente).
- Avance mais para frente nessa cena - peço
à paciente.
"Depois de uma longa caminhada, chegamos num
campo de concentração, todo cercado de
arames farpados. Vejo uma placa onde escrita
"Auschwitz"... A minha família nessa vida
passada é judia. Vejo também os soldados com
as iniciais SS no braço esquerdo. São os
soldados de Hitler.
Eu e a minha mãe fomos separadas do meu pai
e irmãos; meu pai e meus irmãos foram direto
à câmara de gás. Antes, meu pai nos abraçou
e disse para termos fé. Ele era um homem
calmo e devoto de Deus. Nunca mais os vi
(fala chorando).
Minha mãe trabalhou por algum tempo na casa
do general: lavava suas roupas e limpava sua
casa, e eu a ajudava.
Vi minha mãe definhando, pois não havia
comida o suficiente para nós. Ela não durou
muito, acabou morrendo. Fiquei sozinha. As
mortes não tinham fim. Quando não se morria
na câmara de gás, morria-se de fome, de
doenças ou até mesmo por um soldado raivoso
que não gostava do jeito da pessoa e dava um
tiro em sua cabeça. Vivia em pânico, com
muito medo".
- Avance nessa cena - peço novamente à
paciente.
"Sinto um aperto no peito, pois eu e outras
mulheres fomos chamadas. É noite, um soldado
nos leva para um lugar; sinto muito frio e
cansaço. Peço a Deus para que isso acabe
logo, queria morrer. No caminho, observo
montanhas humanas, empilhadas. Vejo que não
somos nada, que não temos nenhum valor.
Chegamos ao local, é muita gente, ouço
gritos de mulheres e de crianças. Pedimos
socorro, misericórdia, mas nada comove os
soldados. (Pausa).
Do teto, vejo uma fumaça saindo... É gás
(paciente fala tossindo muito).
O gás está queimando a minha garganta (tosse
intensamente).
Não luto para sobreviver... Acabo morrendo
logo. Era o que mais queria".
No final dessa sessão, a paciente chora
copiosamente pedindo perdão a Deus, ao
marido e aos filhos por não estar
valorizando sua vida atual, pois lhe foi
dada uma nova oportunidade de viver. Ela se
conscientizou que era feliz, pois tinha tudo
que precisava na vida presente. Identificou
também, nessa sessão, que os dois irmãos que
também morreram na câmara de gás, voltaram
com ela na encarnação atual como seus
filhos.
Ela finaliza o nosso trabalho dizendo: "Tudo
está certo. Tive que reviver sentindo nessa
sessão de regressão a dor dessa vida
passada, vendo os meus pais e irmãos morrer
para dar valor à minha existência atual e a
tudo que tenho hoje.
Deus, muito obrigado!
"O homem é a criatura que inventou a câmara
de gás; mas, ao mesmo tempo, é a criatura
que foi para a câmara de gás de cabeça
erguida, rezando o Pai-Nosso ou com a prece
fúnebre dos judeus nos lábios".
Viktor Frankl - Renomado psiquiatra
austríaco, criador da Logoterapia e
sobrevivente dos campos de concentração
nazistas. |