O
transtorno de estresse pós-traumático é uma
perturbação psíquica, um transtorno de ansiedade
ocasionado por uma experiência traumática inesperada
e ameaçadora, como por exemplo: seqüestro, prisão,
assalto, estupro, acidente, agressão física ou
moral, um resultado de exame de laboratório em que
constata uma doença grave, um pós-operatório
complicado, desemprego, perda financeira ou afetiva,
incêndio, inundação, guerra.
Quando uma pessoa sofre desse transtorno, o reviver
o acontecimento traumático é muito mais forte do que
uma simples recordação. Ela sente como se estivesse
vivendo novamente o trauma com todo o sofrimento que
ele lhe causou originalmente.
Certa ocasião, na sessão de regressão, um paciente,
ao me relatar o espancamento que sofrera de seu pai
em sua infância, repentinamente se contorceu em
posição fetal e, aos gritos, chorando, pedia ao pai
para parar de espancá-lo.
Outra paciente veio ao meu consultório, após ter
sido seqüestrada e trancada três meses num
cativeiro. Foi abusada sexualmente pelos
seqüestradores, todos estavam sempre drogados. A
polícia estourou o cativeiro -após uma denúncia
anônima- prendendo o bando. Como consequência do
incidente, a paciente tinha pesadelos constantes,
acordando a vizinhança aos prantos.
Conheci um senhor idoso, sobrevivente do holocausto,
que se curvava assustado, cobrindo a cabeça com as
mãos, sempre que ouvia o barulho de fogos de
artifício.
Os sintomas mais comuns do estresse pós-traumático
são:
- Pesadelos e terrores noturnos relacionados com o
evento traumático;
- Flashes (a pessoa tem a sensação de estar vendo ou
revivendo a mesma situação, como uma cena de filme);
- Depressão crônica: com o decorrer do tempo, se a
vítima não procurar a ajuda de um profissional, pode
desenvolver uma depressão crônica acompanhada de
apatia, irritabilidade, desinteresse, perda de
memória e culpa);
- Desesperança com relação aos planos de vida;
- Insônia, dificuldade de concentração;
- Isolamento (a pessoa pode se afastar do convívio
social e se isolar);
- Pode também apresentar sintomas similares à
Síndrome do Pânico, como: taquicardia, sudorese,
falta de ar, tremor, fraqueza nas pernas, ondas de
calor, sensação de desmaio, de que vai ter um
infarto.
Os sintomas não surgem necessariamente logo após o
trauma, podem levar determinado tempo para se
manifestar. Leia, a seguir, o caso de um paciente
nessa situação, que sofreu um acidente de carro e,
meses depois, os sintomas do estresse pós-traumático
se manifestaram.
Caso Clínico:
Estresse Pós-traumático
Homem de 30 anos, solteiro.
Veio ao meu consultório queixando-se de baixa
auto-estima e pouca autoconfiança, insegurança,
ansiedade, falta de alegria em viver. Acordava
constantemente de madrugada, pois não tinha um sono
reparador.
O paciente me disse que após ter sofrido um grave
acidente de carro na Itália (ele era natural de
Roma), foi levado ao hospital inconsciente, com
várias fraturas no corpo.
Meses depois do acidente, os sintomas acima
mencionados se manifestaram.
Para ele, esse acidente foi um divisor de águas,
pois mudou radicalmente a sua vida. Antes, era uma
pessoa alegre, autoconfiante, não tinha medo de
viver; porém, era também muito arrogante e
prepotente.
Após o incidente se tornou pessimista, sentia um
vazio, uma insatisfação muito grande, pois faltava
algo em sua vida, mas não sabia o motivo. Por conta
dessa insatisfação, resolveu se mudar para o Brasil.
Ao passar pela TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) -
A Terapia do Mentor Espiritual, abordagem
psicológica e espiritual breve, criada por mim, como
nas duas sessões de regressão o paciente não trouxe
à tona nada, não conseguiu regredir ao passado, seja
desta (infância, nascimento, útero materno) ou de
outras vidas, bem como conversar com o seu mentor
espiritual (ser desencarnado diretamente responsável
pela nossa evolução espiritual) para receber suas
orientações a respeito da causa e resolução de seus
problemas, resolvi pedir o auxílio da sensitiva Ana
Cláudia.
É importante esclarecer que a TRE é uma terapia de
vanguarda, que revoluciona o conceito de terapia e
terapeuta, pois, diferentemente das terapias
convencionais, o terapeuta não descortina o véu do
esquecimento (barreira da memória que se manifesta
em forma de amnésia) do passado do paciente para que
este possa identificar a origem de seu(s)
problema(s), que fica a cargo de seu mentor
espiritual.
Desta forma, nesta terapia, procuro abrir o canal de
comunicação para que o mentor do paciente possa lhe
mostrar a causa, bem como a solução de seu(s)
problema(s). Sou, portanto, um facilitador do
processo de comunicação entre os dois.
Entretanto, quando o paciente -seja por um bloqueio
interno, psicológico, por medo de descobrir a causa
de seu(s) problema(s), ou externo, isto é, uma
interferência espiritual parasita, é comum o
obsessor espiritual, desafeto do passado do
paciente, boicotá-lo, não deixando que o mesmo se
concentre e relaxe durante a sessão-, não consegue
regredir ou conversar com o seu mentor espiritual,
peço sempre a presença da sensitiva acima
mencionada. Foi o que ocorreu com esse paciente.
Vou transcrever na íntegra a comunicação da
sensitiva com o mentor espiritual do paciente:
O mentor espiritual me diz que o paciente traz de
uma vida passada -imediatamente anterior à vida
atual- o rigor, o autoritarismo, a arrogância do
senhor de engenho que ele foi, na época do período
colonial no Brasil.
Era um homem próspero, dono de muitas terras e de
muitos escravos negros. Mas era também muito
impiedoso, austero, duro com as pessoas e, em
especial, com os negros. Por isso, foi contra a
libertação dos escravos. (pausa).
O acidente de carro que o paciente sofreu na vida
atual, aconteceu por dois motivos:
1) Mudança interna: Após o acidente, ele ficou mais
humano, mais humilde e espiritualizado, pois o
sofrimento fez com que buscasse, procurasse ler,
pesquisar a literatura espírita e procurasse também
essa terapia. Sendo assim, a experiência dolorosa
pela qual passou, abrandou o seu orgulho, a
arrogância, o autoritarismo e a incompreensão;
resquícios, traços de personalidade que ainda trouxe
para a vida presente;
2) Para encontrar a sua alma gêmea: Nós o intuímos
para que viesse residir no Brasil, pois é aqui que
se encontra a sua alma gêmea. Na verdade, ele sempre
teve a sensação, sua alma sempre teve o anseio de
encontrar sua verdadeira companheira, mas não sabia
onde. Por isso, sua insatisfação, depressão, a
solidão, pois o irmão (refere-se ao paciente) sente
a falta dessa moça. Explica também o porquê de
acordar de madrugada escutando alguém chamá-lo. É
ela que o chama, ou seja, sua amada também acorda de
madrugada, pois ambos se comunicam em sonho. Mas,
brevemente o encontro irá acontecer. Essa moça irá
ajudá-lo a se reequilibrar, a encontrar a verdadeira
alegria de viver".
Dr. Osvaldo, o mentor espiritual do paciente está se
despedindo, agradece pela oportunidade que teve
nesta terapia de orientar o paciente, comenta a
sensitiva terminando a sessão.
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