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Certa ocasião, na sessão
de regressão, um paciente, ao me relatar o
espancamento que sofrera de seu pai em sua
infância, repentinamente se contorceu em
posição fetal e, aos gritos, chorando, pedia
ao pai para parar de espancá-lo.
Outra paciente veio ao meu consultório, após
ter sido seqüestrada e trancada três meses
num cativeiro. Foi abusada sexualmente pelos
seqüestradores, todos estavam sempre
drogados. A polícia estourou o cativeiro
-após uma denúncia anônima- prendendo o
bando. Como consequência do incidente, a
paciente tinha pesadelos constantes,
acordando a vizinhança aos prantos.
Conheci um senhor idoso, sobrevivente do
holocausto, que se curvava assustado,
cobrindo a cabeça com as mãos, sempre que
ouvia o barulho de fogos de artifício.
Os sintomas mais comuns do estresse
pós-traumático são:
- Pesadelos e terrores noturnos relacionados
com o evento traumático;
- Flashes (a pessoa tem a sensação de estar
vendo ou revivendo a mesma situação, como
uma cena de filme);
- Depressão crônica: com o decorrer do
tempo, se a vítima não procurar a ajuda de
um profissional, pode desenvolver uma
depressão crônica acompanhada de apatia,
irritabilidade, desinteresse, perda de
memória e culpa);
- Desesperança com relação aos planos de
vida;
- Insônia, dificuldade de concentração;
- Isolamento (a pessoa pode se afastar do
convívio social e se isolar);
- Pode também apresentar sintomas similares
à Síndrome do Pânico, como: taquicardia,
sudorese, falta de ar, tremor, fraqueza nas
pernas, ondas de calor, sensação de desmaio,
de que vai ter um infarto.
Os sintomas não surgem necessariamente logo
após o trauma, podem levar determinado tempo
para se manifestar. Leia, a seguir, o caso
de um paciente nessa situação, que sofreu um
acidente de carro e, meses depois, os
sintomas do estresse pós-traumático se
manifestaram.
Caso Clínico:
Estresse Pós-traumático
Homem de 30 anos, solteiro.
Veio ao meu consultório queixando-se de
baixa auto-estima e pouca autoconfiança,
insegurança, ansiedade, falta de alegria em
viver. Acordava constantemente de madrugada,
pois não tinha um sono reparador.
O paciente me disse que após ter sofrido um
grave acidente de carro na Itália (ele era
natural de Roma), foi levado ao hospital
inconsciente, com várias fraturas no corpo.
Meses depois do acidente, os sintomas acima
mencionados se manifestaram.
Para ele, esse acidente foi um divisor de
águas, pois mudou radicalmente a sua vida.
Antes, era uma pessoa alegre, autoconfiante,
não tinha medo de viver; porém, era também
muito arrogante e prepotente.
Após o incidente se tornou pessimista,
sentia um vazio, uma insatisfação muito
grande, pois faltava algo em sua vida, mas
não sabia o motivo. Por conta dessa
insatisfação, resolveu se mudar para o
Brasil.
Ao passar pela TRE (Terapia Regressiva
Evolutiva) - A Terapia do Mentor Espiritual,
abordagem psicológica e espiritual breve,
criada por mim, como nas duas sessões de
regressão o paciente não trouxe à tona nada,
não conseguiu regredir ao passado, seja
desta (infância, nascimento, útero materno)
ou de outras vidas, bem como conversar com o
seu mentor espiritual (ser desencarnado
diretamente responsável pela nossa evolução
espiritual) para receber suas orientações a
respeito da causa e resolução de seus
problemas, resolvi pedir o auxílio da
sensitiva Ana Cláudia.
É importante esclarecer que a TRE é uma
terapia de vanguarda, que revoluciona o
conceito de terapia e terapeuta, pois,
diferentemente das terapias convencionais, o
terapeuta não descortina o véu do
esquecimento (barreira da memória que se
manifesta em forma de amnésia) do passado do
paciente para que este possa identificar a
origem de seu(s) problema(s), que fica a
cargo de seu mentor espiritual.
Desta forma, nesta terapia, procuro abrir o
canal de comunicação para que o mentor do
paciente possa lhe mostrar a causa, bem como
a solução de seu(s) problema(s). Sou,
portanto, um facilitador do processo de
comunicação entre os dois.
Entretanto, quando o paciente -seja por um
bloqueio interno, psicológico, por medo de
descobrir a causa de seu(s) problema(s), ou
externo, isto é, uma interferência
espiritual parasita, é comum o obsessor
espiritual, desafeto do passado do paciente,
boicotá-lo, não deixando que o mesmo se
concentre e relaxe durante a sessão-, não
consegue regredir ou conversar com o seu
mentor espiritual, peço sempre a presença da
sensitiva acima mencionada. Foi o que
ocorreu com esse paciente.
Vou transcrever na íntegra a comunicação da
sensitiva com o mentor espiritual do
paciente:
O mentor espiritual me diz que o paciente
traz de uma vida passada -imediatamente
anterior à vida atual- o rigor, o
autoritarismo, a arrogância do senhor de
engenho que ele foi, na época do período
colonial no Brasil.
Era um homem próspero, dono de muitas terras
e de muitos escravos negros. Mas era também
muito impiedoso, austero, duro com as
pessoas e, em especial, com os negros. Por
isso, foi contra a libertação dos escravos.
(pausa).
O acidente de carro que o paciente sofreu na
vida atual, aconteceu por dois motivos:
1) Mudança interna: Após o acidente, ele
ficou mais humano, mais humilde e
espiritualizado, pois o sofrimento fez com
que buscasse, procurasse ler, pesquisar a
literatura espírita e procurasse também essa
terapia. Sendo assim, a experiência dolorosa
pela qual passou, abrandou o seu orgulho, a
arrogância, o autoritarismo e a
incompreensão; resquícios, traços de
personalidade que ainda trouxe para a vida
presente;
2) Para encontrar a sua alma gêmea: Nós o
intuímos para que viesse residir no Brasil,
pois é aqui que se encontra a sua alma
gêmea. Na verdade, ele sempre teve a
sensação, sua alma sempre teve o anseio de
encontrar sua verdadeira companheira, mas
não sabia onde. Por isso, sua insatisfação,
depressão, a solidão, pois o irmão
(refere-se ao paciente) sente a falta dessa
moça. Explica também o porquê de acordar de
madrugada escutando alguém chamá-lo. É ela
que o chama, ou seja, sua amada também
acorda de madrugada, pois ambos se comunicam
em sonho. Mas, brevemente o encontro irá
acontecer. Essa moça irá ajudá-lo a se
reequilibrar, a encontrar a verdadeira
alegria de viver".
Dr. Osvaldo, o mentor espiritual do paciente
está se despedindo, agradece pela
oportunidade que teve nesta terapia de
orientar o paciente, comenta a sensitiva
terminando a sessão. |