O que é Síndrome de Ekbom?

A Síndrome de Ekbom, também conhecida como delírio de parasitose ou acarofobia, é uma forma de psicose, na qual a pessoa acredita que seu organismo esta infestado de parasitas.

Pode tratar-se de um quadro psiquiátrico primário ou secundário a outros transtornos orgânicos. É mais comum em mulheres, geralmente de idade mais avançada, acima de 40 anos, e que não interagem com a sociedade.

O que é Síndrome de Ekbom?

Descrita, inicialmente por Thiberge, em 1894, com o termo acarofobia, a síndrome foi definida, em 1938, por Ekbom, que deu seu nome.

Ele descreveu sete mulheres idosas que possuíam convicção de estarem parasitas por vermes. Este termo também é utilizado como sinônimo da síndrome das pernas inquietas, ou síndrome de Ekbom-Wittmaack.

A ideia delirante e persistente de estarem sendo parasitas por vermes levam os pacientes a se automutilarem, coçando, cortando e lesionando a pele, com o intuito de eliminar os parasitas.

Essas lesões recebem o nome de dermatiti artefacta. Há uma variedade de transtornos psiquiátricos associados, tais como: ansiedade, fobia, hipocondria, transtorno delirante não orgânico e orgânico, já que podem estar complicados por depressão ou psicose.

É comum que os pacientes guardem em caixas debris, tecidos descamativos, cabelos, crostas, poeira, folhas, partes de insetos, dentre outros detritos que se aderem às lesões, levando-os ao médico na tentativa de provar que estão sendo parasitados, fato conhecido como o sinal da caixa de fósforo.

A capacidade de descrever os parasitas com detalhes e até desenhá-los é outro componente da síndrome. Quando esses pacientes não se isolam socialmente são capazes de induzir o transtorno psicótico em outra pessoa (folie à deux), o que corresponde de 5 a 25% dos casos. Pesquisas apontam que as mulheres induzem mais do que os homens.

O tratamento pode ser feito por meio do uso de fármacos antipsicóticos, associação de antidepressivos e antipsicóticos, e antidepressivos. Além disso, é importante que o paciente passe a interagir socialmente.

Recomendações

– Criança inquieta na hora de dormir, que chora, resmunga e mexe muito as pernas, pode não estar fazendo manha. Leve-a ao pediatra para afastar a possibilidade de ter desenvolvido os sintomas da síndrome das pernas inquietas;

– Da mesma forma, aja com os idosos. Não atribua a agitação e as queixas à perda das faculdades mentais. Sedá-los pode piorar muito o quadro, se o problema for a síndrome das pernas inquietas;

– O agravamento dos sintomas pode tornar insuportável a vida do portador da síndrome e da pessoa com quem divide a cama ou o quarto. Só o tratamento adequado é capaz de controlar as crises e aliviar os sintomas que, na maior parte das vezes, pioram à noite. Não se automedique; procure assistência médica especializada;

– O consumo de cafeína, álcool e cigarro é absolutamente desaconselhado. Faça um esforço e tente excluí-los do seu dia a dia;

– Medicamentos antidepressivos e neurolépticos podem desencadear uma síndrome semelhante à das pernas inquietas. Esteja atento e sempre procure um médico especialista.