Não nascemos para viver angustiados

“Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, Pai das misericórdias e Deus de toda consolação, que nos consola em todas as nossas tribulações, para que, com a consolação que recebemos de Deus, possamos consolar os que estão passando por tribulações.” (2 Coríntios 1:3-4)

Não nascemos para viver angustiados

Podemos chamar de angústia a forte sensação psicológica, caracterizada por abafamento, insegurança, falta de humor, ressentimento e dor.

Talvez você já tenha sentido isso, um peso no peito, o coração apertado, sufocado como um pássaro aprisionado em uma gaiola. Às vezes nem sabemos que nome dar a esse sentimento tão assustador.

A angústia é também uma emoção que precede algo (um acontecimento, uma ocasião, circunstância), também pode-se chegar a angústia através de lembranças traumáticas que dilaceraram ou fragmentaram o ego.

Quando algo nos afeta emocionalmente, como uma nova paixão, uma prova, desafios ou ganhos, sempre bate um nervosismo e até uma pequena angústia. Nesses casos, são emoções bem positivas.

Mas quando sofremos fortes impactos emocionais nossa ansiedade começa a subir. Aí estamos falando de reprovação, medos e fobias diversas, traições, baixa autoestima e falta de sorte.

Muitas vezes nos defrontamos com esse tipo de angústia e aperto, e o que fazemos então, quando somos tentados dessa maneira? No mesmo momento enviamos um fervoroso pedido de socorro ao céu. Mas assim que nos sentimos mais ou menos bem, seguimos novamente a rotina do dia.

Não é de admirar se logo em seguida a mesma angústia nos surpreenda outra vez. A oração de nosso Senhor pronunciada conscientemente nos mostra de maneira bem clara que nós, se de fato queremos vencer as angústias que se repetem, não devemos apenas orar de vez em quando ao céu.

Precisamos chegar ao ponto de levar uma vida de oração perseverante, regular. Somente assim nos tornamos filhos de Deus que conseguem lidar de maneira correta com suas angústias. Somente assim venceremos as nossas tribulações.

Devemos ter em mente que não nascemos para viver angustiados. Nascemos para fluir pela vida, para atravessar, sim, momentos de dificuldade e aflição, afinal, são esses momentos que nos fazem crescer.